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Festas | Romarias


A Freguesia de São Martinho do Porto são várias as festas e romarias que alegram as gentes da terra.

A festa mais importante é a Festa de Santo António, celebrada em Junho. Santo António, padroeiro dos pescadores, é venerado com uma procissão à Capela de Santo António. Não faltam os tradicionais festejos com fogo de artifício e espectáculos musicais e culturais.

A Festa de São Martinho, padroeiro desta freguesia, realiza-se em Novembro.

No lugar de Vale do Paraíso decorre a tradicional Festa da Espiga, a partir da Quinta-Feira da Ascensão até Domingo. Esta festa tem a duração de quatro dias.

No dia 13 de Julho decorre a comemoração do aniversário da reelevação de São Martinho do Porto a Vila.

Nesta freguesia realiza-se ainda a Procissão do Senhor dos Passos, no quinto domingo da Quaresma.

Antigamente existia uma romaria à Capela de Nossa Senhora do Livramento.
 

Etnografia e Tradição

O Rancho Folclórico e Etnográfico “BAÍA AZUL” , fundado no ano de 1978, em São Martinho do Porto, é o fiel depositário das danças e cantares desta freguesia.

Estas danças e cantares são populares e regionais e incluem viras, corridinhos, fadinhos, valsas e marchas. Entre outros, destacam-se os seguintes títulos: “Vira de São Martinho”, “Meninas do Vira”, “Vira da Vida”, “Vira do Moinho”, “Vira da Peixeira”, “Vira do Outeiro”, “Corridinho Velho”, “Fadinho de 4”, “Fadinho Batido”, “Verde Gaio”, “Rendilheiras”, “Meu Tom de Coração”, “Ciúmes do Mar”, “O Barco”.

O Rancho “Baía Azul” sofreu influências de um ou dois grupos de marchas que, vindos das cercanias (Serra dos Mangues), desciam até à Vila em épocas festivas. Desta forma, criavam-se nessas alturas as condições quase espontâneas para se cantar e dançar em grupo, com a alegria própria do povo trabalhador.

Igualmente se cantava e dançava nas desfolhadas, no fim ou em pequenos intervalos concedidos pelos Senhores que a eles se juntavam, oferecendo então os “comes e bebes” para que o acto se revestisse de um ar festivo e tornasse mais produtiva a empreitada.

Tanto quanto se sabe, os temas cantados e dançados reportam-se aos séculos XVIII, XIX e XX. No entanto, em termos de Rancho, estas festas, romarias e desfolhadas são recriadas oficialmente no século XX, muito embora reze a história de outros agrupamentos de carácter espontâneo, anteriores àquela data.

Cada uma das letras das suas “modas” evocam épocas diferentes, bem como usos e costumes, artes e ofícios predominantes nesta zona. Sendo uma Freguesia encostadinha ao Atlântico, envolvida pela sua Baía, não podia deixar de viver e respirar tudo o que estivesse relacionado com o mar. Por isso, a faina da pesca e a interligada Arte Xávega sempre influenciaram a grande maioria das suas danças e cantares. O mar, vizinho amigo e traiçoeiro, esteve sempre presente em muitas das nossas “modas”.

Mas nem só de mar e pesca se viveu em São Martinho do Porto. Tudo serviu de inspiração a tantas danças e cantares: da Serra, os seus moinhos com os moleiros; do campo, a agricultura com os rurais; as quintas com os seus Senhores e a criadagem; o gado; sem perder de vista uma ou outra moda “importada” por influência de grupos das redondezas ou até de outras regiões por eles visitadas, de épocas recentes ou anteriores.

Ou não tivesse sido o porto de São Martinho um ponto de passagem de navegantes e hoje um ponto de encontro de veraneantes.

Nos tempos que correm, as danças e cantares, previamente organizadas, apresentam-se normalmente em festas e romarias, dentro e fora do Concelho.

No que diz respeito aos trajes, o Rancho Baía Azul possui vários. Para além dos trajes do mar, das peixeiras e dos pescadores, estão etnograficamente representados o traje de moleiro, o de aguadeira, o de noivos, o da lavadeira, o de cavador e mulher, o de camponesa, o de maioral, o da leiteira, o de senhorinha e o de criada.

Alguns trajes foram influenciados pelo gosto estrangeiro, trazidos para Portugal pelos séquitos das Rainhas que vinham de Aragão, Castela, Leão, França e Inglaterra.

Cada um destes trajes era usado, ora em actividades de trabalho, ora em dias de festa. Por retratarem artes e ofícios diferentes, acredita-se que alguns deles se reportam aos séculos XVIII, XIX e XX, consoante a arte ou profissão que representam.

Actualmente, estes trajes são normalmente apresentados em festas, festivais ou romarias
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